CONFIDENCIALIDADE

Psicoterapia é mais eficaz quando você é aberto e honesto. Se você nunca viu um psicoterapêuta, talvez tenha algumas dúvidas sobre privacidade

As coisas que eu tratar na terapia serão mantidas em sigilo? 

Confidencialidade é uma parte respeitada do código de ética da psicologia. Os psicoterapêutas  entendem que, para que as pessoas se sintam à vontade para falar sobre informações particulares e reveladoras, elas precisam de um lugar seguro para tratar sobre qualquer coisa que desejem, sem medo de que essas informações saiam da sala. Eles levam sua privacidade muito a sério.

Leis também estão em vigor para proteger sua privacidade. A Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguro Saúde (HIPAA) contém uma regra de privacidade que cria padrões nacionais para proteger os registros médicos e as informações pessoais de saúde dos indivíduos, incluindo informações sobre psicoterapia e saúde mental.

A regra de privacidade do HIPAA foi criada para ter um nível mínimo de proteção. Alguns estados têm leis ainda mais rígidas para proteger suas informações pessoais de saúde. Você pode entrar em contato com o com o conselho de Psicologia do seu estado para descobrir suas leis e proteções.

Em sua primeira visita, o psicoterapêuta deve fornecer informações por escrito explicando as políticas de privacidade e como suas informações pessoais serão tratadas. Essas informações explicarão que, em alguns casos, há exceções às regras de privacidade, conforme descrito abaixo.

Quando um psicoterapêuta pode compartilhar minhas informações privadas sem meu consentimento?

Em algumas situações específicas, os psicoterapêutas podem compartilhar informações sem o consentimento por escrito do cliente. Exceções comuns são:

  • Os psicoterapêutas podem divulgar informações privadas sem consentimento, a fim de proteger o paciente ou o público de danos sérios – se, por exemplo, um cliente discute planos para tentar suicídio ou prejudicar outra pessoa.
  • Os psicoterapêutas são obrigados a relatar a violência doméstica em curso, abuso ou negligência de crianças, idosos ou pessoas com deficiência. (No entanto, se um adulto disser que foi abusado quando criança, o psicoterapêuta, normalmente, não é obrigado a denunciar esse abuso, a menos que haja outras crianças que continuem sofrendo abuso).
  • Os psicoterapêutas podem divulgar informações se receberem uma ordem judicial. Isso pode acontecer se a saúde mental de uma pessoa for questionada durante o processo judicial.

As companhias de seguros vão ver meus registros?

Os psicoterapêutas compartilharão certas informações sobre seu diagnóstico e tratamento com a companhia de seguro de saúde ou com o programa do governo (como Medicare ou Medicaid) que está pagando pelo tratamento para que a empresa ou programa possa determinar quais cuidados são cobertos. A companhia de seguros de saúde ou programa também está vinculada pelo HIPAA para manter essas informações confidenciais. No entanto, se você optar por pagar particular pelos serviços e optar por não solicitar reembolso ao seu fornecedor de seguros, seu seguro pode não estar ciente de que você está consultando um terapêuta.

Da mesma forma, seu psicoterapêuta pode pedir seu consentimento para compartilhar informações ou discutir seus cuidados com seus outros profissionais de saúde para coordenar seu tratamento.

Meu empregador saberá que vi um psicoterapêuta se eu usar o seguro da minha empresa?

Os empregadores não recebem informações sobre os serviços de saúde que um funcionário recebe, mesmo que ele use o seguro da empresa.

Algumas empresas oferecem programas de assistência aos funcionários (EAPs), que oferecem serviços de saúde mental aos empregados. Normalmente, a empresa simplesmente fornece o serviço, mas não recebe informações sobre como cada funcionário o utiliza. No entanto, se você tiver alguma dúvida sobre privacidade e o EAP de sua organização, fale com um representante de recursos humanos para obter mais detalhes.

Sou menor de 18 anos. O psicólogo dirá a meus pais sobre o que falamos?

Cada estado tem idades diferentes em que os jovens podem procurar serviços de saúde mental sem informar os pais. Na maioria dos casos, um dos pais está envolvido quando um menor recebe serviços de psicoterapia.

Os psicoterapêutas querem que os jovens se sintam à vontade para compartilhar seus sentimentos e tenham o cuidado de respeitar sua privacidade. Muitas vezes, na primeira consulta de psicoterapia, o menor, os pais e o psicoterapêuta se reúnem para discutir regras básicas de privacidade. Dessa forma, pais e filhos sabem exatamente que tipo de informação o psicoterapêuta pode compartilhar com os pais e o que ele ou ela manterão em sigilo. Por exemplo, é comum que os pais concordem em ser informados somente se seu filho menor estiver envolvido em atividades perigosoas.

Sou maior de 18 anos, mas continuo usando o seguro dos meus pais. O que preciso saber sobre privacidade? O psicoterapêuta dirá a meus pais sobre o que falamos?

Muitos centros de aconselhamento universitário não exigem seguro. Nesses casos, os alunos devem poder receber serviços de saúde mental sem o conhecimento dos pais, se assim o desejarem.

Quando uma pessoa recebe serviços usando seguro médico, a companhia de seguros envia uma declaração chamada Explicação de Benefícios (EOB) que explica quais serviços foram usados e pagos. Se você usar o seguro dos seus pais para serviços de psicoterapia, seus pais poderão receber um EOB que descreve os serviços que você usou. No entanto, eles não poderão acessar seus registros ou descobrir o que você discutiu durante suas sessões com o psicoterapêuta.

Quais informações posso compartilhar sobre o meu tratamento psicoterápico?

A privacidade é seu direito como cliente. Se você disser a seus amigos ou familiares que você está vendo um psicoterapêuta, você é livre para fazê-lo. Quanta informação você decide compartilhar depende de você. Os terapêutas são eticamente obrigados a proteger sua privacidade, independentemente das informações que você escolher compartilhar com os outros. Por exemplo, os psicoterapêutas normalmente não se conectam com clientes em sites de redes sociais, mesmo que o cliente tenha iniciado a solicitação.

Às vezes, os psicopterapêutas acham útil discutir suas preocupações ou comportamentos com outras pessoas em sua vida. Por exemplo, um psicoterapêuta pode querer convesar com seu cônjuge para entender melhor o que está acontecendo em sua casa. Se uma criança está com problemas na escola, o psicoterapêuta pode querer conversar com os professores da criança. Mas se você quiser envolver os outros é completamente sua decisão. Os psicoterapêutas geralmente não podem entrar em contato com outras pessoas sem o seu consentimento por escrito.

Se você tiver dúvidas específicas sobre confidencialidade ou quais informações um psicoterapêuta é legalmente obrigado a revelar, converse com seu psicoterapêuta. Ele ou ela ficará feliz em ajudá-lo a entender seus direitos.

Thanks to Angela Londoño-McConnell, PhD, and Stacey Larson, PsyD, JD, for their contributions to this article.

Cremilda Oliveira, LMFT, LLC

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